Sagal 1967
                                                 



                                           

                            

 

Hoje Outubro de 2016 , vou escravinhar um pequeno episódio que fui buscar ao sótão das memórias e que tem como pano de fundo as matas que circundavam o Sagal.

Numa operação sem objéctivo determinado encontramos um pequeno aldeamento. Como fomos  detetados quase sobre o aldeamento, ouvimos os habituais tropa aué tropa aué.

Nisso e na fuga, uma rapariga e a mãe  quase esbarraram comigo , foram levadas connosco  e como por lá andamos mais dois dias  e duas noites.  Elas lá se arrumaram  e claro que lhes demos da nossa ração de combate.

Logo após a nossa chegada ao Sagal e como é do conhecimento quase geral, não tínhamos aldeamente . pelo que a mãe nunca largou a filha, não sei se pelo cabaço, ou se para defender a honra da filha, no meio de quase duas centenas de jovens , foi um trabalho difícil da mãe.

Foi mais tarde entregue ao Esquadrão, para seguir para Mueda.

Acrescento que com excepção da mulher da Amadora nunca houve nenhuma que lá tivesse passado uma noite no Sagal

Este pequeno texto demostra  que mesmo numa situação pouco digna se soube elevar  os militares e enquanto estiveram no Sagal e souberam respeitar o elo mais fraco . Direi mais fraquíssimo.

O  único abuso  que existiu , foram as fotos que se tiraram sem a respectiva autorização. Eu fui um deles

Foto tirada em 28/08/1967

 

Parede 13/10/2016

António Nascimento

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